futuro

“AGORA É LÉO!”

Nunca uma expressão se fez tão feliz e oportuna quanto o bordão, “Agora é Léo!”

Essa voz altissonante da nova OAB-MT ressoa fundo, perto e longe, aqui e acolá. Naturalmente. De modo espontâneo!

Na verdade, o “Agora é Léo!” é mais do que um bordão! É a constatação de que aqui e agora é o tempo de fazer a hora e de não esperar acontecer.

O “Agora é Léo!” sinaliza, claramente, para um novo tempo, de fazejamento e compromisso, em que a OAB-MT, mais do que nunca, precisa estar sintonizada com os anseios dos advogados e com as lutas da sociedade.

A expressão “Agora é Léo” é um achado… De um pequeno grande líder que se forjou nas lides da advocacia e da OAB-MT, nas quais se nutriu de todos os talentos e competências necessárias para ser o homem da vez na direção da Casa dos Advogados.

Pertinente recitar uma conhecida parêmia popular: “Antes da hora não é hora! Depois da hora não é hora! A hora tem que ser na hora!

E a hora da nova OAB-MT é agora! E Léo, caros colegas, é o homem certo, na hora certa, no lugar certo, para gerir a nossa casa.

Agora é Léo!”

E vamos todos a bordo dessa idéia construir um novo tempo na OAB-MT, pois, “quem sabe faz a hora e não espera acontecer”!

Agora é Léo!”

Leonardo Campos, para Presidente da OAB-MT

Maurides Celso Leite (um advogado trintenário na OAB-MT, rendendo homenagem a um jovem, experiente, competente e bem sucedido advogado, Leonardo Campos, que reúne os melhores predicados para presidir a OAB borora e para fazê-la brilhar nos cenários institucional, social e democrático deste país).

 

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Troca-Troca

Literalmente, a expressão acima designa qualquer tipo de troca que se realize entre duas ou mais pessoas, o que, aliás, remonta aos primórdios da humanidade, pois antes do advento da moeda, os homens se viam obrigados a trocar coisas e objetos entre si, a fim de proverem as suas necessidades de sobrevivência. Trocava-se o machado de pedra, pelo couro de um animal. Trocava-se uma lança por um pouco de comida. E assim ia.

A despeito da criação da moeda, esse costume varou os tempos, chegando ao mundo contemporâneo. Atualmente, troca-se de tudo: de bens; de casais; de serviços; de partidos políticos; de ideologia; de religião, de caráter; de princípios. Já se troca até de órgãos. Daqui a pouco se trocará de corpo… De alma, acredito que não se poderá trocar….

Viajando no tempo, retorno às décadas de 60 e 70, nas quais dois tipos de troca-trocas eram muito comuns entre jovens e crianças: o troca-troca de gibis e o troca-troca de figurinhas. Naquele tempo, quase todo guri tinha um álbum de figurinhas e uma coleção de gibis. Levar os gibis, lidos e/ou repetidos para as portas dos cinemas, para trocar com gibis de outros meninos, era uma gostosa diversão. Os álbuns de figurinhas também demandavam um necessário troca-troca de figurinhas repetidas, que possibilitava preencher os vazios dos álbuns… Aquela figurinha difícil, a carimbada ou a oficial, às vezes podia ser encontrada e trocada com outras de igual raridade que alguém tinha e outro não.

Era uma diversão sadia, que permitia aos jovens e crianças estabelecerem relacionamentos sociais e desfrutar de uma dinâmica positiva de aprendizado… Um gibi de faroeste, por exemplo, permitia viajar pelas aventuras da ocupação do Oeste Americano; Um gibi de Tarzam trazia informações importantes sobre a África misteriosa e sua multiplicidade de animais. Trazia valiosos ensinamentos sobre a necessidade de preservação ambiental. Um álbum de figurinhas sobre a Copa do Mundo, podia contar a história do futebol brasileiro e dos seus grandes craques. Um álbum, sobre Mato Grosso, podia conter informações sobre a história, a geografia e as riquezas naturais do Estado.

O troca-troca provém da própria natureza humana: uma busca de satisfação de suas necessidades e carências, de superação de seus medos e limitações. Por isso o troca-troca não pode ficar confinado aos escaninhos da vergonha ou escondido sob os pudores do falso moralismo. Se há uma popular conotação pejorativa em um de seus significados, qual seja, a relação sexual entre meninos, comum na idade pré-adolescente dos infantes, há que se reconhecer que, também ai, se revela a complexidade da alma humana, de um ser sempre em busca de si mesmo, principalmente quando se olha  no reflexo de seus semelhantes.

Ainda bem que a roupagem nova do troca-troca desmistifica a expressão e invade a modernidade das novas gerações, através de sites de troca-trocas na internet, como o www.trocatrocabrasil.com.br e como o trocaetroca.com.br, que são canais abertos à desenvoltura dos internautas, facilitando a vida de todos com infinitas possibilidades de trocas. Trocam-se roupas. Casas na Praia. Muletas e Bengalas. Troca-se de amor, como canta a letra da música dos The Fevers:

                                                                                                                                                  “Troco um grande amor que não está se dando bem                                                                                                                                                                                                                                                                               Aceito um sentimento original, se você tem                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quero garantia e recuso imitação                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Me faça sua oferta e traga toda a emoção                                                                                                                                                                                                                                                                                           Troca, troca, troca, troca, troca de amor                                                                                                                                                                                                                                                                                            Vira e mexe, troca, troca um novo sabor                                                                                                                                                                                                                                                                                            Troca, troca, troca, troca, troca de amor                                                                                                                                                                                                                                                                                                         De onde vier, seja onde for”

Maurides Celso Leite (um cuiabano de convicções firmes, que não são trocáveis por nada, menos ainda por vantagens efêmeras ou por falsos valores, mas que enriqueceu sua alma trocando a ignorância pela sabedoria, a grosseria pela gentileza, o ódio pelo perdão, a vingança pela justiça, a paixão pelo amor).

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No Tempo dos Carros de Praça

Quando menino, pelos meados da década de 60, morava no Bairro do Baú, cujas ruas não tinham calçamento, como a maioria das ruas dos “arrabaldes” de Cuiabá. Eram ruas de terra, cheias de pó, esburacadas pelas chuvas. Então, não havia sistema de transporte coletivo, como hoje se conhece. O transporte de passageiros era feito através de veículos-lotação, na maior parte das vezes, Kombis Volksvagem, ou através de alguns poucos “carros de praça” que existiam na cidade.

Eu me recordo de três “choferes de praça” que moravam nas imediações do Baú: Seu Gonçalo, que residia na Rua Vila Maria, no larguinho, vizinho da Professora Demitilde e de seu Delfino Bocó. Ao lado de onde é, hoje, o Fato – Curso Preparatório para Concursos,  já na divisa com o centro da cidade. O outro, Seu Ricardo, pai do meu amigo Amauri, que morava no Beco, entre a Rua de Baixo e a Rua do Meio, perto do Hotel Baia e da Ponte de João Gomes. Limite do centro com o Bairro do Baú. Por fim, Tuca Farofa, que veio a ser nosso vizinho, na Rua Tenente Coronel Duarte, hoje, Rua Osório Duque Estrada, próximo de onde funciona o Hospital Ortopédico e de onde ficava a casa de dona Juja, a famosa cozinheira de São Benedito.

Seu Gonçalo era turrão. Não gostava de levar passageiro bairro adentro, para não sujar seu carro de praça de poeira ou lama. Se quisesse, ele fazia a corrida, mas somente até a entrada do bairro, nas imediações da Ponte de João Gomes. Seu Ricardo, apesar de um pouco ranzinza, já era mais maleável. Se a corrida fosse boa, aceitava o passageiro e se aventurava entre os buracos e poças de lama que a água de chuva espalhava pelo bairro. Tuca Farofa, como morador do bairro, não impunha restrições. Era mais pragmático e boa praça. Pagando, levava o passageiro ao bairro e ainda lhe contava boas estórias. Isso tudo eu sei de experiência própria, através das peripécias que vivi, menino e adolescente, nas andanças com meus pais, nos vai-e-vem com os amigos, ou através das histórias contadas pelos mais velhos, como o meu saudoso sogro, Anísio.

Chofer é um aportuguesamento da expressão francesa, “CHAUFFEUR”, que significa, resumidamente, condutor de veículo. Carro de Praça era como se chamava o táxi de hoje. O preço da corrida era estabelecido por acordo. O passageiro dava o local de destino e o CHOFER dizia qual era o preço a ser pago. Você podia regatear pra conseguir melhor preço, o que dependeria dos seus argumentos e da boa vontade do chofer.

Apesar das dificuldades de locomoção, a vida era boa. Você empoeirava os pés, enlameava os sapatos, sujava as roupas, mas tinha liberdade de viver. De ir e vir sem sobressaltos. Ninguém se preocupava com trombadinhas ou arrastões… que não os havia. A notícia ruim custava a chegar. Às vezes, quando chegava, já não era mais tão ruim assim. Diferente de hoje em que a notícia é capaz de chegar antes dos fatos. Virtualmente. O mundo surreal que o pintor espanhol Salvador Dali imortalizou em suas telas, modernamente ganhou contornos de realidade virtual. A internet nos aproxima da informação, mas nos distancia dos fatos. Hoje vivemos a realidade-do-faz-de-conta.

Diante das atribulações atuais, chego a sentir saudades dos tempos em que as ruas não tinham calçamento e o chofer de praça não se atrevia a entrar com o seu Ford, seu Chevrolet ou seu Simca Chambord preto nas maltratadas ruas do meu bairro… E eu tinha que caminhar, empoeirando os pés ou sujando-os de barro, para ir ao cinema ou para passear na fonte luminosa da Praça Alencastro… Naqueles tempos, tínhamos os pés no chão! Literalmente!

Consola-me, porém, o fato de que esse mesmo instrumento digital que me intimida e me lança ao mundo virtual, resgata-me do passado lembranças, fatos e informações que se projetam – registradas – na memória eletrônica dessa prodigiosa (in)consciência coletiva que alarga os horizontes da humanidade. Hoje faço as minhas corridas a bordo  de um GIGABYTE, sem sair do lugar. Mas, de vez em quando, tomo um carro de praça, só pra atiçar as lembranças e exercitar os neurônios.

Maurides Celso Leite (um guri cuiabano dos anos 60, que se envereda nas modernas trilhas dos sítios da internet, recordando-se, nostálgico, dos tempos em que se aventurava nas trilhas de barro que levavam às cacimbas de água no sítio da vovó Joaninha, no Quebra-Pote).

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Calor de Fritar os Miolos

Nos bons tempos dos meus pais, quando a ciência dos mais velhos, construída sobre vivências ancestrais, era valorizada e respeitada, já se dizia que o calor abrasador do sol cuiabano era capaz de FRITAR OS MIOLOS dos incautos e desavisados… Ficar exposto ao sol, além de provocar malina, podia deixar a pessoa com problemas de cabeça…

Os mais antigos tinham o domínio da natureza em geral e da natureza humana, em particular… Naqueles tempos, não havia tantas coisas e informações a distrair o homem do aprendizado de si mesmo e da inteiração com o seu habitat natural… O saber verdadeiro era o autoconhecimento. O conhecimento do homem e da natureza. Essa era a fonte da sabedoria popular.

Havia o saber das Benzedeiras como Dona Brandina e Dona Beleca. Em nosso meio existiam centenas de pessoas iguais a elas. Simples. Iluminadas. Bondosas. Inspiradas. Sintonizadas com Deus. Capazes de perscrutar a alma humana e extrair delas revelações, sonhos, desejos, fragilidades, e de envolve-las em palavras de fé, rezas e orações, que tinham propriedades curativas para suas carências e necessidades.

Chá de Folha de Laranjeira, era calmante. Queimada de Casca de Laranja, curava gripe. Infusão de Folha de Eucalipto era boa pra tosse, bronquite e sinusite. Gemada era um viagra caipira. Mulher de regra (menstruada) não podia lavar a cabeça. As parteiras, como Dona Micaela, traziam ao mundo as crianças, sem sustos. A mulher parida ficava de resguardo, tomando canja de galinha. Dava-se tempo à natureza para fazer o seu trabalho. Para restaurar a força e a energia da mulher. Para a vida retomar seu curso natural.

A água se armazenava em potes e talhas de cerâmica, dentro de casa. Estava sempre fresquinha. Tomava-se uma gostosa água de moringa… Minha mãe até hoje conserva esse hábito saudável… Não toma refrigerantes e nem água gelada. Gerou sete filhos. Seis nascidos em casa. Com parteira. Tem 17 netos e 17 bisnetos. Aos 81 anos, continua forte e lúcida. Em harmonia com a natureza. Em harmonia com Deus.

O calor era mais suportável porque não havia o asfalto que armazena calor e não retém umidade. Também não havia um enorme buraco na camada de ozônio que protege a terra. E o efeito estufa ainda não havia alarmado o mundo com o aumento do aquecimento global. O clima cuiabano era bem quente, mas nem tanto. Então, o sol não causava tanto estrago porque a camada de ozônio ainda não havia sido estuprada pelos gases CFC’s… As geleiras ainda não estavam ameaçadas pelo aumento da temperatura do planeta.

O calor fritava os miolos, mas havia água em abundância pra gente se refrescar. O rio Cuiabá oferecia uma água limpa e fresca, com muitos locais onde ricos e pobres podiam se banhar. No Coxipó da Ponte, de águas claras e frias, tinha a Praia Rica, onde as famílias faziam piqueniques nos finais de semana. No Cuiabá, havia a Praia do Pacheco, na Cidade Alta, onde passei bons momentos da minha adolescência. Em Santo Antonio, aconteciam temporadas de praia bastante concorridas e animadas. E ainda tínhamos o Rio dos Peixes, o Mutuca, o Rio Claro, a Salgadeira e outros recantos mais, que hoje estão sonegados ao uso do povo. Infelizmente, a incompetência, a ganância, a poluição e os males do  progresso tiraram do nosso alcance o usufruto desses paraísos das águas.

Hoje o sol frita os miolos dos desprevenidos e coloca em risco a saúde do homem. O câncer de pele, que nunca me preocupara antes, quando jogava, sob um sol a pino, as minhas peladas diárias no campo do RANCA TOCO ou QUEBRA-DEDO, agora é uma ameaça que paira sobre todos… A falta de diálogo entre o homem e a natureza levou a essa situação alarmante. Esse calor de fritar os miolos, entretanto, ainda pode ser domado. Basta que o homem se reconcilie com a natureza, passe a pensar no próximo como em si mesmo e procure legar ao mundo a paz, a segurança e o conforto que almeja para os seus… Falta amor, irmãos! Falta Deus!

Maurides Celso Leite (um Cuiabano que se banhava nas águas do Cuiabá, do Coxipó da Ponte, do Córrego da Prainha, do Córrego da Laje, do Córrego do General, e que hoje chora a destruição dessas riquezas naturais, com os olhos ardendo pela fumaça das queimadas que devastam o Cerrado, onde colhia marmelada e algodãozinho, ouvindo o cantar da Juriti).

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