religião e fé

“Quem Foi Dona Massi?”

Quem foi dona Massi, perguntariam uns?  Que apito que tocava, perguntariam outros? Não sei e nem me interessa saber, responderiam os arautos da indiferença!

Pois é, amigos, Dona Massi foi um desses personagens anônimos que povoam o cotidiano de nossas vidas! Uma daquelas vizinhas da nossa Cuiabá antiga, que nos socorria, quando precisávamos duma camisa nova, duma palavra amiga ou, mesmo d’um prato de comida. Ela era dona de casa. Costureira. Devota de São Benedito. Fazia parte da famosa equipe de Cozinheiras de São Benedito. Há mais de 40 anos emprestava seu labor incansável ao fazejamento dos quitutes deliciosos servidos nas festas de São Benedito, N. S. do Rosário e N. S. do Carmo.

Como disse o Padre Roque em sua despedida, Dona Massi foi uma voluntária incansável das causas da fé e da devoção a São Benedito. Eu tive o privilégio de ser seu vizinho de parede-e-meia. Vivia enfiado em sua casa, ouvindo as hilariantes estórias que Zé Canhambola,  seu saudoso marido, contava. E ele era bom de causos, contos e piadas. Num velório, passava a noite inteira desfiando risos numa roda de pessoas. De vez em quando, esquecido do tempo, ouvindo as estórias de seu Zé, eu pegava uma beira nos quitutes que Dona Massi cozinhava. E ela sempre com aquele sorriso bonito escancarado em seu rosto sereno.

O tempo e o progresso levou-nos para longe. Eu cresci, casei, mudei de bairro, deixei de ser seu vizinho. Mas aquele carinho, nascido na minha infância, perdurou para sempre. Vez ou outra nos encontrávamos. Sua casa dava fundos para a Rua Gago Coutinho, bem em frente à casa de minha sogra – Maria de Anísio.  As duas foram grandes amigas. De se visitarem. De irem às missas juntas. De jogarem conversa fora em tardes e noites de muita amizade, afeto e respeito.

Há pouco tempo, minha sogra, minha mulher e eu, tivemos o privilégio de participar da comemoração de seus 90 anos. Ela estava radiante. Muito feliz por ter a família e os amigos à sua volta… Muitos amigos de longuíssima data foram abraça-la: D. Juja, parenta, amiga, companheira de fé e devoção,  ao logo desses anos todos, estava lá para testemunhar sua amizade e dedicação…

Hoje, nos encontramos novamente: eu, minha mulher, minha sogra, Dona Juja e Dona Massi… Infelizmente, no velório desta… Deus a chamou de volta para a Morada de Cima…Estava precisando de uma boa cozinheira no céu!

Conosco ficou a saudade e o sabor da Maria Isabel, da Paçoca de Pilão e do Feijão Empamonado, que ela ajudava a fazer na cozinha de São Benedito, nas Festas do Santo Negro, de N. S. do Carmo e de N. S. do Rosário. Descanse em paz, vizinha!

Eis quem foi Dona Massi!

Maurides Celso Leite (Um guri da Rua Osório Duque Estrada, bem ali da beira do Córrego da Prainha… Quase em frente do Poço de seu Dito de Dona Cidú… Um pouco abaixo do famoso Tanque do Baú, tangenciando a saudade serena de uma vizinha tranquila e doce que se ausentou de nosso convívio para viver a eternidade).

 

 

 

 

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“Meu Encontro Com Santa Terezinha do Menino Jesus”

Há um certo tempo atrás, tive um intrigante sonho com Santa Terezinha do Menino Jesus, também conhecida como Santa Terezinha das Rosas. O inusitado do sonho foi que nunca antes eu tivera qualquer contato com sua história ou com sua devoção… O sonho aconteceu na madrugada de 27 de setembro de 2014, três dias antes da data alusiva à sua morte (30 de setembro).

Foi um sonho maravilhoso em que a imagem de Santa Terezinha, em tamanho natural, percorria uma rua muito larga, cheia de casas, como se estivesse à procura de algo. Eu e algumas pessoas a seguíamos, logo atrás, quase em êxtase, maravilhados diante daquele acontecimento fantástico, daquela visão extraordinária, surpreendente e encantadora.

De repente, Santa Terezinha se vira para o outro lado da rua e desliza resoluta, em linha reta, em direção a uma das casas. Eu, então, saio correndo, vou até à casa para a qual ela se dirige, bato na porta ligeiramente entreaberta, empurro-a para abri-la de vez e vejo duas mulheres que estão na sala. Dirijo-me a elas, ansioso e apressado, pedindo que olhem para fora para verem o que estava acontecendo: a imagem de Santa Terezinha vinha em direção àquela casa.

As duas mulheres, maravilhadas e estupefatas, acolhem alegremente a imagem de Santa Terezinha, dando-lhe um fervoroso e forte abraço. Primeiro ela se deixa abraçar, depois, delicada e decididamente, afasta as mulheres, dá dois passos até atrás da porta, estende o braço a procura de algo, retira lá detrás um saco plástico, cheio de coisas, parece lixo, e estende a mão para entrega-lo a nós. Eu pego aquele saco e o entrego a uma das mulheres, dizendo para se livrarem dele porque era isso o que a Santa estava pedindo.

Em seguida, a imagem de Santa Terezinha sai da casa e começa a deslizar de volta para o outro lado da rua. Nisso, uma das mulheres me pergunta qual o significado daquilo e eu respondo: “Não sei, preciso refletir sobre isso!”

Nesse instante, surge do meu lado dona Josefina Guerra, uma amiga da família, a qual me abraça e diz que foi melhor não dizer nada mesmo porque não entendíamos o significado daquele acontecimento extraordinário.

Em seguida, nós dois caminhamos apressados, na direção seguida por Santa Terezinha… e eu vou pensando que preciso me tornar um homem melhor e no que fazer para isso acontecer

Assim termina o sonho. Assim começa o meu encontro com Santa Terezinha do Menino Jesus. Ainda continuo tateando no escuro, em busca de uma resposta satisfatória, uma explicação razoável  para esse evento fantástico em minha vida.

Depois de refletir por algum tempo, sem decifrar o seu verdadeiro sentido, hoje resolvi compartilhar esse sonho com outras pessoas de fé e com os devotos de Santa Terezinha do Menino Jesus, na expectativa de que alguém possa me ajudar a entender o real significado dessa mensagem enigmática.

Espero que um de vocês, com mais iluminação espiritual do que eu, possa me ajudar a compreender o teor dessa mensagem Divina, trazendo luz à Revelação que Santa Terezinha do Menino Jesus quis me fazer nesse sonho.

Que Deus nos ilumine a todos e nos conceda a sabedoria necessária para desvendar essa mensagem que Santa Terezinha nos enviou!

Que assim seja!

Amém!

Maurides Celso Leite  (um cristão cuiabano, que recebeu um sinal luminoso dos céus e que, apesar de ainda não ter compreendido toda a extensão desse mistério, se reconhece como mais uma das rosas colhidas por Santa Terezinha do Menino Jesus).

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