Arquivo do mês: maio 2012

Soul Cuiabano: Um Blog da Cuiabanidade.

Em boa hora, Rodolfo, um guri cuiabano, resolveu criar um blog para falar das coisas da nossa terra, plantando cuiabanidade nos quintais férteis dos “sítios” da Internet.

O nome do blog, SOUL CUIABANO, bem fiel ao estilo leve e animado da terra, carrega duplo sentido: afirma a natalidade cuiabana e aponta para algo além, transcendental, sensível, místico e elevado, a ALMA (SOUL, em inglês) CUIABANA.

Vale lembrar que o SOUL é a música dos negros americanos, cuja apresentação é emotiva, com uma melodia misteriosa e cheia de improvisações, rodopios corporais e efeitos sonoros. Nada mais cuiabano!

Esse nome, pois, é um achado! Carrega o nosso orgulho de sermos cuiabanos. Mostra que somos um estado de espírito. Uma coisa da alma. Chama para a nossa identidade mesmo os paus-rodados, dês que tenham cuiabanice interior. Finalmente, cunha uma expressão internacional, que nos projeta para o mundo.

Conclamo os cuiabanos de tchapa e cruz a visitarem esse novo blog e a darem aqui a sua contribuição, mostrando o talento de nossa gente e a riqueza dos nossos valores.

Soul Cuiabano. Do bairro do Porto. Da Ponte do Mandrulho. Da boca do Valo. Da entrada do Terceiro. Do bairro do Baú. Da Ponte da Confusão. Do Tanque do Baú. Da Igreja do Rosário. Da Feirinha da Mandioca.

Soul Cuiabano. Do rio Cuiabá. Da Pedra 21. Do Sarã. Do pacu. Da piraputanga. Do peixe pescado entre crianças nadando e mulheres lavando roupa.

Soul Cuiabano. Das Festas do Divino. De São Benedito. De São João. Das festas de Dona Juja. De Dona Guilhermina. De Dona Beleca. De Mestre Inácio.

Soul Cuiabano. De Zé Peteté. De Zé Bolo Flor. De Vicente Padeiro. De Ezequiel. De personagens que enriqueceram o imaginário das crianças e jovens desta cidade.

Soul Cuiabano. Do Cine São Luiz. Do Cine Teatro. Dos circos do Campo D’Ourique.

Soul Cuiabano. Das peladas de rua. Do jogo de bolita. De soltar pandoga. De brincar de corcoveia.  De Tabufa. De direita Vazia. De chapa branca.

Soul Cuiabano. Das brincadeiras dançantes. Dos quitutes dominicais.  Dos Piqueniques na Praia Rica. De passar dia na casa dos amigos e parentes.

Soul Cuiabano. Da viola de cocho. Do ganzá. Do siriri. Do Cururu. Do rasqueado.

Soul Cuiabano. De Rondon. De Dom Aquino. De Silva Freire

Soul Cuiabano. De moreno calor. De alma festiva. De Tchapa e cruz.

 Soul Cuiabano. De Corpo e Alma!

Fonte: Soul Cuiabano

Autor: Maurides Leite (Um cuiabano nascido no alto da Coxim e criado às margens do Rio Cuiabá e dos Córregos da Prainha e do General, nos quais se banhava sem medo de ser feliz, entre lambaris e piraputangas, no tempo em que a cobiça dos homens ainda não destruíra as nascentes e poluíra os nossos mananciais).

Publicado por Rodolfo Leite – Administrador, editor e redator do blog Soul Cuiabano.

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Festa do Divino Espírito Santo 2012 – Coxipó do Ouro

“Os devotos do Divino vão abrir sua morada, pra bandeira do menino, ser bem vinda, ser louvada. Deus nos salve esse devoto pela esmola em vosso nome, dando água a quem tem sede, dando pão a quem tem fome”

Esta é uma singela homenagem que a equipe do blog Soul Cuiabano dedica à todos que tornaram essa festa possível.

Reconstruir com fé a tradição de um povo.

Monumento homenageando a 1ª missa realizada em Mato Grosso no ano de 1721.

 

Primeira capela de Cuiabá – Igreja Nossa Senhora da Penha e França

 

Cultura e Tradição – Cavaleiro Abençoado

 

Fé e devoção.

 

Procissão com muita fé percorrendo casas e chácaras na comunidade do Coxipó do Ouro.

 

Altar com a imagem de Nossa Senhora da Penha e França

 

Bandeira de São Benedito

 

Festeiros de São Benedito – Capitão do Mastro(Davi de Souza), Alferes da bandeira(Josefa de Paula), Rei(Maurides Leite)

 

Festeiros Nossa Senhora do Rosário – Evandro Perrot(Rei), Fransica Amorim(Alferes da bandeira), Eliane de Souza(Rainha), Francisco Barros(Capitão do Mastro)

 

Francisca Amorim ladeada por sua mãe Mirtes Amorim e Ana Pedroso, duas matriarcas de tradicionais famílias do Coxipó do Ouro

 

Os festeiros do Divino colocando o estandarte para o levantamento do mastro

 

Maurides Leite levando a benção da coroa de São Benedito para sua esposa Mariley Leite

 

Francisco e Rosangela ao lado de Nossa Senhora do Rosário

 

Festeiros, amigos e família Almeida Leite sendo abençoados

 

Chegada da cavalgada

 

Caminho para a benção.

 

Benção aos cavaleiros

 

Três Bandeiras – São Benedito, Divino Espírito Santo e Nossa Senhora do Rosário

 

Colaboradores da festa

 

Almoço Beneficente

 

Equipe de colaboradores servindo o almoço para a comunidade.

 

Colaboradores – Felipe Miranda e Mariley Leite

 

Bingo Beneficente

 

 

 

 

 

 

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O resgate da tradição religiosa-cultural da terra-mãe de Cuiabá, o Arraial de Forquilha.

Há cerca de duzentos anos, anualmente, no terceiro final de semana de maio, a comunidade do Coxipó do Ouro realiza a tradicional FESTA DO SENHOR DIVINO. Distante 20 km da Capital, o Coxipó do Ouro é uma aprazível localidade, situada à margem do rio de mesmo nome, em cujas águas, límpidas e frias, o cuiabano se refresca do calor, nos finais de semana. Filha dileta do Coxipó do Ouro, Cuiabá nasceu do Arraial de Forquilha, criado pelo Bandeirante Paulista, PASCOAL MOREIRA CABRAL, no dia 08 de abril de 1719.

Eu conheci essa festa no início da década de 70, quando ainda namorava a minha atual esposa, Mariley. Naqueles tempos, Cipriano de Freitas, André de Freitas, Tenente João Pedroso, Mario Amorim, Adolfo Vilela e tantos outros, eram os troncos das famílias tradicionais da localidade, e se sucediam na responsabilidade pela realização da festa.

Eram três dias de festa. De muita fartura, muita comida, música, dança e alegria. Vinha gente de todas as partes. De Cuiabá, de Chapada dos Guimarães e de outros municípios. A Comida era gratuita, gostosa e abundante. Trabalhava-se dia e noite. Durante o baile de sábado, havia o Leilão de Mesa das prendas doadas pelos fiéis e colaboradores. No baile, regado a cerveja, licor de leite e cachaça, o famoso arrastapé comia solto a noite inteira. No domingo, havia missa, almoço e leilão de gado.

Infelizmente, os patriarcas se foram para o andar de cima e as novas gerações, com o tempo, perderam o encanto com a comunidade. Pouco a pouco a festa se tornou um tímido arremedo daquele acontecimento de outrora. O Ranchão foi derrubado. A velha Igreja quase caiu. Os apetrechos utilizados na realização da festa ou estragaram ou desapareceram.

Visando o resgate dessa tradição religiosa e cultural da comunidade-mãe-de-Cuiabá, um grupo de filhos naturais e adotivos do Coxipó do Ouro resolveu retomar, com todas as pompas e circunstâncias, a realização das FESTAS DO SENHOR DIVINO, DE SÃO BENEDITO E NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, como eram realizadas antigamente.

Este ano, a festa vai ocorrer nos próximos dias 18, 19 e 20 de maio. Na sexta-feira, à noite, haverá o LEVANTAMENTO DOS MASTROS e a realização da tradicional REZA CANTADA. No sábado, a esmola do Divino irá percorrer as casas e chácaras da comunidade, encerrando a arrecadação de donativos para a festa. Ao meio dia, haverá almoço para todos os que estiverem trabalhando na realização da festa. À noite, haverá celebração na igreja, depois, o jantar e, a partir das 21:00 horas, o grandioso baile, animado por vários artistas regionais: Banda Viola de Cocho, Roberto Lucialdo, Dílson Miranda, Gilmar Fonseca, João Eloy, etc.

No domingo, pela manhã, haverá procissão na comunidade, seguida de missa na igreja. O almoço deverá ser servido a partir de meio dia. Durante o almoço haverá música no salão de festas. Ao mesmo tempo, será realizado o BINGO, com cinco prêmios. A Cavalgada do Divino, vindo de Serra Acima, da Chapada dos Guimarães, pela antiga trilha dos tropeiros, deverá chegar na comunidade por volta das 11 horas.

Os recursos arrecadados com a festa deverão ser aplicados em obras e serviços de recuperação e de construção do salão de festas, da cozinha, do salão de refeições, dos banheiros, do muro e da igreja, com o objetivo de que, a partir do próximo ano, já se tenha condições de se realizar uma festa mais condigna com a grandeza das antigas festas do Coxipó do Ouro.

OXALÁ, as autoridades públicas deste Município e deste Estado, tocados pela Luz do Espírito Santo, pela humildade de São Benedito e pelo Imaculado Coração de Maria, se sensibilizem com a situação de abandono do Coxipó do Ouro e da nossa tradição religiosa e destinem para lá um olhar administrativo-democrático-cristão capaz de trazer a comunidade para a modernidade do asfalto, do transporte coletivo, da segurança pública, da comunicação virtual, e da preservação histórico-cultural a que faz jus o velho ARRAIAL DE FORQUILHA.

Assim seja! Amém!

Fonte: Soul Cuiabano

Autor: Maurides Celso Leite
Um cuiabano-chapadense com raízes sentimentais no “ARRAIAL DE FORQUILHA”.

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