“Meu Encontro Com Santa Terezinha do Menino Jesus”

Há um certo tempo atrás, tive um intrigante sonho com Santa Terezinha do Menino Jesus, também conhecida como Santa Terezinha das Rosas. O inusitado do sonho foi que nunca antes eu tivera qualquer contato com sua história ou com sua devoção… O sonho aconteceu na madrugada de 27 de setembro de 2014, três dias antes da data alusiva à sua morte (30 de setembro).

Foi um sonho maravilhoso em que a imagem de Santa Terezinha, em tamanho natural, percorria uma rua muito larga, cheia de casas, como se estivesse à procura de algo. Eu e algumas pessoas a seguíamos, logo atrás, quase em êxtase, maravilhados diante daquele acontecimento fantástico, daquela visão extraordinária, surpreendente e encantadora.

De repente, Santa Terezinha se vira para o outro lado da rua e desliza resoluta, em linha reta, em direção a uma das casas. Eu, então, saio correndo, vou até à casa para a qual ela se dirige, bato na porta ligeiramente entreaberta, empurro-a para abri-la de vez e vejo duas mulheres que estão na sala. Dirijo-me a elas, ansioso e apressado, pedindo que olhem para fora para verem o que estava acontecendo: a imagem de Santa Terezinha vinha em direção àquela casa.

As duas mulheres, maravilhadas e estupefatas, acolhem alegremente a imagem de Santa Terezinha, dando-lhe um fervoroso e forte abraço. Primeiro ela se deixa abraçar, depois, delicada e decididamente, afasta as mulheres, dá dois passos até atrás da porta, estende o braço a procura de algo, retira lá detrás um saco plástico, cheio de coisas, parece lixo, e estende a mão para entrega-lo a nós. Eu pego aquele saco e o entrego a uma das mulheres, dizendo para se livrarem dele porque era isso o que a Santa estava pedindo.

Em seguida, a imagem de Santa Terezinha sai da casa e começa a deslizar de volta para o outro lado da rua. Nisso, uma das mulheres me pergunta qual o significado daquilo e eu respondo: “Não sei, preciso refletir sobre isso!”

Nesse instante, surge do meu lado dona Josefina Guerra, uma amiga da família, a qual me abraça e diz que foi melhor não dizer nada mesmo porque não entendíamos o significado daquele acontecimento extraordinário.

Em seguida, nós dois caminhamos apressados, na direção seguida por Santa Terezinha… e eu vou pensando que preciso me tornar um homem melhor e no que fazer para isso acontecer

Assim termina o sonho. Assim começa o meu encontro com Santa Terezinha do Menino Jesus. Ainda continuo tateando no escuro, em busca de uma resposta satisfatória, uma explicação razoável  para esse evento fantástico em minha vida.

Depois de refletir por algum tempo, sem decifrar o seu verdadeiro sentido, hoje resolvi compartilhar esse sonho com outras pessoas de fé e com os devotos de Santa Terezinha do Menino Jesus, na expectativa de que alguém possa me ajudar a entender o real significado dessa mensagem enigmática.

Espero que um de vocês, com mais iluminação espiritual do que eu, possa me ajudar a compreender o teor dessa mensagem Divina, trazendo luz à Revelação que Santa Terezinha do Menino Jesus quis me fazer nesse sonho.

Que Deus nos ilumine a todos e nos conceda a sabedoria necessária para desvendar essa mensagem que Santa Terezinha nos enviou!

Que assim seja!

Amém!

Maurides Celso Leite  (um cristão cuiabano, que recebeu um sinal luminoso dos céus e que, apesar de ainda não ter compreendido toda a extensão desse mistério, se reconhece como mais uma das rosas colhidas por Santa Terezinha do Menino Jesus).

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Minhas Raízes Cuiabanas

Quem sou? Donde vim? Para onde vou? Eis uma inquietação que desafia o homem  desde os primórdios dos tempos. Continuamente nos perguntamos da nossa origem e do nosso destino. Que lugar e que papel ocupamos nessa vastidão do cosmos?

Transmudando essa inquietação para o plano pessoal, voejo em busca da minha ancestralidade, à procura das minhas raízes, em um vôo de pássaro até à árvore genealógica da família.

 Sinal civil de minha identidade, o meu nome é Maurides Celso Leite, mas poderia ser Maurides Celso Padilha Leite ou Maurides Celso Padilha Correa da Costa.  É que meu pai se chama Benedito Francisco Leite, mas deveria chamar-se Benedito Francisco Leite Correa da Costa . Leite, da minha avó, Joana, e Correa da Costa, de meu avô, Aminadabe.

Por sua vez, minha mãe, que se chama, Celina Ezidia Leite, deveria chamar-se Celina Ezidia Padilha Leite, eis que meu avô materno se chamava, João Evangelista Padilha, e a minha avó, Guilhermina Viegas Padilha. Com o casamento, porém, minha mãe foi despojada de seu sobrenome paterno, Padilha.

Há mais confusão de sobrenomes na família. Minha avó, a querida Nhanhá, em solteira se chamava, Guilhermina Viegas de Moura, pois era filha de João Gualberto de Moura. Mas, também poderia chamar-se Guilhermina Viegas de Pinho, eis que havia ascendentes seus que eram Viegas de Pinho. Aliás, Vô Jão, seu marido,  era um especialista na arte de confundir a genealogia familiar. Tanto que, ao casar-se com Nhanhá, levou esta a adotar o sobrenome Viegas Padilha, ao invés de Moura Padilha,  que seria a junção de seus sobrenomes. No primeiro filho, botou o nome de Antonio Teodoro de Pinho, em homenagem ao Santo de sua devoção. Perceba-se, nem Moura, de vovó, e nem Padilha, dele! Em outro filho, tio Vante, sapecou Fioravante Aniceto Evangelista. Ou seja, usou o sobrenome de sua mãe. Tio Tito, era Celestino Eugenio de Moura. Só o sobrenome de Nhanhá. Os tios, Abilio (Bio), Sebastião (Nhnhô) e Emilia (Miloca) receberam o sobrenome Viegas Padilha. Os tios, Basilia, Gabino e Isa só receberam o Padilha. Nenhum dos filhos portou o sobrenome Moura Padilha.

Consequência dessa barafunda toda é que perdemos elos de referência com a parentada. O que sei é que meus avós tem origem pantaneira. Vovô Aminadabe era de Mimoso. Família grande, tradicional. Primo segundo do ex-Governador de Mato Grosso,  Fernando Correa da Costa, a quem meu pai serviu como Oficial de Gabinete. Vovô Aminadabe também cometeu suas patacadas ao nomear a prole. Com exceção de meu pai, todos os seus demais filhos  (Adelaide, Ana Rita, Itrio, Montagas, Ibis, Neta, João Domingos, Aminadabe Filho, Maria Clara e Maria Rosa), herdaram o sobrenome, Correa. Mas ficaram sem o Costa. Minto, Aminadabe Filho, por óbvio, herdou o sobrenome completo do Pai.

As famílias de Nhanhá e Vô Jão eram de Barão de Melgaço e Mimoso, região do Estirão Cumprido e de Porto Brandão. Parte da família de Vô Jão é da região de Corumbá, onde temos alguns parentes. Também temos parentes na Região de Cáceres. Vice e versa, eis a rota urbana-fluvial-pantaneira das raízes da família: Cuiabá-Rio Cuiabá-Barão de Melgaço-Pantanal-Cáceres-Rio Paraguai-Corumbá.

Essas as minhas raízes! Leite, do São Gonçalo Beira Rio. Correa da Costa, do Mimoso. Viegas, Moura e Padilha, de Barão de Melgaço, Mimoso, Estirão Cumprido, Porto Brandão.

Cidadão cuiabano. Nascido no alto da Coxim. Criado no Terceiro de Fora e no Bairro do Baú.

Eis quem sou! Eis de onde vim!

Maurides Celso Leite (um homem que se orgulha de seu nome e de sua cidadania, que ama a sua terra, que valoriza suas raízes e que, apesar da confusão de sobrenomes, tem uma identidade certa: Pantaneiro de origem, Cuiabano de Chapa e Cruz!)

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NÃO É DE MANHÃ, SIMININO, É BEM CEDO!

Cuiabano de Chapa e Cruz não diz “DE MANHÔ, diz “BEM CEDO”. Então, ao ouvir um cuiabano dizer “BEM CEDO vou viajar”, saiba que  a viagem será de manhã… Se será no início, no meio ou no fim da manhã, ai já são outros quinhentos!

A nossa Cuiabá tem dessas coisas diferentes, com cheiro e sabor da terra, que só os iniciados na cuiabanidade  conseguem entender… São sinais, traços de uma cultura tricentenária que os desmandos do progresso não conseguiram sepultar…

A riqueza linguística cuiabana precisa ser,  cada vez mais, motivo de orgulho para todos nós, pois se trata de uma manifestação cultural das mais genuínas e belas da Língua Portuguesa Brasileira…

De tão caçoados que fomos ao longo do tempo, passamos a nos sentir uns brocoiós, uns ignorantes… Mas, já está na hora de discobrar daqueles que desvaleram de nós… Não vamos pedir-lhes pra calarem o bico ou pra darem o pira daqui porque somos hospitaleiros e educados…

Passa da hora, porém, de lembrarmos a todos que esta terra tem história, tem valor. Tem a fortidão daqueles que construíram a grandeza da pátria, sejam os índios que serviram aos bandeirantes, sejam os brancos, como Rondon e Dom Aquino, que orgulhariam e enriqueceriam a história de qualquer nação…

Esta terra é o berço de Silva Freire, um talentoso escultor da língua portuguesa, cuja pena dava vida aos sons das matas, dos rios, dos pássaros, das gentes destas paragens bororas, poetando palavras de simetria geométrica, que encantavam nativos e visitantes.

Esta é uma terra de quem tem raízes. De quem sorve a seiva do fundo do solo e encontra valores imorredouros na simplicidade da reza cantada do cururu, no som dolente da viola de cocho e no macio deslizar da canoa cabocla (que meu avô construía com maestria) cortando as águas do meu Cuiabá.

Não é de manhã, si minino, é bem cedo! Assim diria Nhanhá, minha saudosa avó, Guilhermina! Assim devemos dizer nós todos para preservar essa riqueza, que é nossa, que nos diferencia e que não podemos deixar perder na poeira do tempo.

Está certo que a globalização, via comunicação, televisão, computadores, internet, ifhone, ipad, etc, transformou a terra em uma pequena aldeia, onde usos, costumes e falares se universalizam a grande velocidade.

Nesse panorama, a moderna Cuiabá se recusa a viver no passado! Precisa, entretanto, trazer para o presente seus marcantes valores culturais, os quais hão de ser preservados como instrumentos de sua identidade sócio-histórico-cultural.

É preciso aloitar com os novos tempos para continuar a dizer, como os nossos avós: “NÃO É DE MANHÃ, SI MININO, É BEM CEDO!

Sinto um carinho na alma quando escuito alguém falar desse jeito!

Maurides Celso Leite (um cuiabano-de-pé-rachado, que passava os finais-de-semana no sítio de seu Avô, Henrique, na comunidade do Quebra-Pote e que, antes de se enfurnar nas roças de milho, mandioca, melancia e abóbora, plantadas por ele, degustava um delicioso quebra-torto feito por sua Avó, Joaninha, uma legítima cabocla da Comunidade de São Gonçalo Beira Rio).

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“CATADORES DE ESPERANÇAS”

Que a chuva seja uma bênção dos céus não há quem o possa negar. Nem mesmo o mais empedernido dos ateus! Afinal de contas, a chuva é água e água é vida para os homens e para a terra.

Na minha infância, porém, a chuva era mais que água. Era uma dádiva Divina que abria corredeiras na terra, oferecendo aos cuiabanos minúsculas pepitas de ouro…

Após a chuva, os moradores do bairro saiamos pelas ruas, a maioria sem calçamento, para catar ouro… Isso mesmo, ouro de aluvião, que escorria pelos filetes de água que sulcavam o solo por todos os lugares!

As pessoas se acocoravam no meio da rua, com um pedaço de madeira ou uma lamina de metal, revirando o cascalho, a areia, em busca de fragmentos de ouro que a enxurrada fazia brotar do coração da terra.

Eu morava no Bairro do Baú, próximo do Córrego da Prainha e da Ponte da Confusão, onde ruas sem calçamento, um solo com muito pedregulho e bastante declives, criavam um ambiente propício para essa animada garimpagem urbana.

 Trago indelével na mente a lembrança de alguns desses catadores, personagens marcantes de minha infância: Seu Dito de Dona Cidu – sisudo e rabugento; Seu Zé Canhambola – animado e bem humorado; Seu Pedro Chagas – ativo e conversador; Seu Sebastião Farias – austero e unha de fome; Seu Anísio Almeida (meu sogro) – falante e contador de histórias; Seu Antonio de Dona Nhanhá – calado e sério.

Com eles aprendi a recolher em um vidrinho de remédio específico os fragmentos de ouro que encontrava. Para mim e meus amigos de infância (Juvi, Juca, Altamir, Nego, Dega, etc), o pós chuva era uma festa, pois nos dava a oportunidade de conseguir dinheiro para o ingresso do cinema e do circo e para a compra de guloseimas.

Nos divertíamos catando ouro e competindo uns com os outros para ver quem tinha mais sorte… Mesmo não encontrando grandes quantidades e nem pepitas valiosas, cada pedacinho de ouro que recolhíamos naqueles vidros somavam sonhos em nossos corações, alimentavam fantasias em nossas mentes… A vida não era fácil, mas naquele jeito simples de ser encontrávamos alegria de viver…

Aqueles eram momentos que nos enchiam de alegria e nos faziam crer no amanhã. Nossas almas se faziam leves, fáceis de serem elevadas até Deus. Catando ouro na rua, ninguém buscava riquezas materiais… Buscávamos a vida. Éramos catadores de esperanças!

Infelizmente, em nome do progresso, as ruas ganharam calçamento e o asfalto pôs fim à catação de ouro pelas ruas da cidade. A esperança não podemos mais encontra-la em coisa tão singela. Nem se pode mais catá-la no meio da rua… A chuva ainda é uma bênção… A cidade e os homens é que não são mais os mesmos!

Maurides Celso Leite (um garimpeiro cuiabano que catava esperanças pelas ruas da cidade, prospectando sonhos de um futuro feliz, no tempo em que a vida comunitária fazia dos vizinhos amigos e da convivência diária um exercício permanente de solidariedade e de camaradagem).

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Ser ou Não Ser (Honesto), Eis a Questão

 

O cuiabano tradicional era metido a pensador,

Matutava a vida, ora numa rede à sombra, no quintal,

Ora, filosofando pancudo, numa roda de amigos.

Pensava a vida com seriedade e compromisso, afirmando valores ancestrais

Com a autoridade de quem sabia o que falava.

Sua fonte de sabedoria era o berço, a família,

Onde nutria a mais-valia da dignidade, da honradez e do trabalho.

O cuiabano era culto ou rústico. Ignorante, jamais.

Desfrutava de um saber que a cidade inspirava.

Na solidão de seu isolamento geográfico

A urbe pequena e mansa convidava à reflexão.

O cuiabano ostentava pose de filósofo, era pancudo,

Porque detinha a autoridade moral de ser aquilo de que falava.

Sua riqueza era o ser e o saber vivenciado no dia a dia.

E esse patrimônio não se corrompia. Não cedia à tentação.

A vida era simples, como a cadeira na calçada e a prosa com os vizinhos.

Hoje, porém, na modernidade de nossos dias,

Diante desse festival de iniquidades que assola o país,

O cuiabano se apropria do dilema Shakespeariano na peça HAMLET,

Para chamar a atenção de todos os que vivem neste torrão, dizendo:

Ser ou não ser (honesto), eis a questão!”,

Essa é uma provocação de quem se orgulha de sua história

De quem não  se conforma com a crise que devasta a pátria envergonhada.

De quem não aceita ser mero expectador do caos.

O cuiabano sabe que seus filhos serão vítimas da passividade

caso não faça algo aqui e agora.

Então responde ao dilema acima com atitude e compromisso,

Invocando os valores que empolgaram seus avós:

“Ainda que doa, vale a pena ser honesto!”

(Maurides Celso Leite, um Cuiabano pancudo que, diante da crise ética que desafia a nação brasileira, relembra, pesaroso, a sombria advertência de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.)

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“O PRAZER DE SER CUIABANO”

Ser Cuiabano é um prazer

Que se come no pacu assado com recheio de farofa de couve

E que se delicia na mojica de pintado com farofa de banana.

Ser Cuiabano é um prazer

Que se saboreia na manga colhida no quintal de casa

E que se bebe no licor de pequi degustado pós Maria Isabel.

Ser Cuiabano é um prazer

Que se tem no balanço da rede cuiabana, sussurrando na varanda,

E que se ouve no som do pau-de-guaraná-ralado-na-glosa, de manhãzinha.

Ser Cuiabano é um prazer

Que se dança no animado arrasta-pé do rasqueado

E que se admira no Siriri e no Cururu das festas ribeirinhas.

Ser Cuiabano é um prazer

Que se inicia na vida que o rio entrega à cidade-filha

E que se perpetua na água  que mata a sede da cidade-mãe.

Ser Cuiabano é um prazer

Que se expressa na beleza desse céu sempre azul

E que se encarna  no calor desse sol brilhante e quente.

Ser Cuiabano é um prazer

Que se revela no jeito amigo e hospitaleiro do nosso povo

E que se vê impresso na alma alegre e festiva de nossa gente.

Ser Cuiabano é um prazer…

Que se sente… Que se sente.

Maurides Celso Leite (um homem abençoado que carrega na alma os sabores da terra e que, por isso, desfruta do inigualável  PRAZER DE SER CUIABANO).

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“AMOR CUIABANO”

HÁ TANTO TEMPO VIVENDO EM SEUS BRAÇOS

E SÓ HOJE ESCANCARO AO MUNDO O MEU AMOR POR VOCÊ…

ESSE SENTIMENTO QUE GUARDEI NO ANONIMATO DO MEU PEITO

E QUE SE REVELA NO INCONSCIENTE COLETIVO DE SEUS TANTOS OUTROS AMORES.

VERDADE QUE NUNCA TIVE CIÚMES QUE OUTROS TAMBÉM A AMASSEM,

 POIS ORGULHA-ME VÊ-LA TÃO QUERIDA.

SINTO-ME FELIZ TAMBÉM POR VOCÊ CORRESPONDER

AO AMOR DE TANTOS HOMENS.

POR SE DESVELAR EM CARINHO

ATÉ POR AQUELES QUE LHE SÃO INFIÉIS.

NÃO HÁ QUEM RESISTA A ESSE SEU JEITO BREJEIRO, FESTIVO, CALIENTE E SENSUAL,

 QUE ARREBATA MENTES E CORAÇÕES DE TODOS,

DEIXANDO-NOS ATÔNITOS E PERDIDOS

NOS ALTOS E BAIXOS DE SUAS SALIÊNCIAS E REENTRÂNCIAS…

MESMO SENDO RICA E BELA

VOCÊ NÃO DESPREZA NEM O MAIS MISERÁVEL DOS SEUS AMANTES,

AOS QUAIS NUNCA NEGA A PROTEÇÃO DO SEU COLO

 E O REGALO DO SEU CORPO ACONCHEGANTE.

POR ISSO, HOJE, EM SEU ANIVERSÁRIO,

OUSO AO MUNDO REVELAR

QUE MINH’ALMA CUIABANA

TODA INTEIRA SE UFANA

DE LHE PERTENCER E AMAR.

EU TE AMO, CUIABÁ!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Maurides Celso Leite (um cuiabano apaixonado por sua terra, essa morena linda e trigueira, quase tricentenária, que, mãe, mulher, amante e companheira, lhe deu um berço aquecido, aconchegante e feliz, no qual também foram gerados e acarinhados os seus filhos e netos).

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A POSSIBILIDADE “LAURITA” OU “CASCABUIA” DE SER FELIZ

Na aurora da minha vida, quando o descompromisso da infância enchia de ilusões, devaneios e sonhos todas as horas do meu dia, ser feliz era uma possibilidade ao alcance da mão. A felicidade era quase uma consequência lógica e natural… Viver e ser feliz.

Nas peladas de rua com os amigos, nas brincadeiras de soltar pipa (pagagaio ou pandoga, como dizemos os cuiabanos), ou no jogo de bolita (bolinha de gude, para os paus rodados), havia uma inabalável certeza de ser feliz…

A única dúvida era se a vida ia ser “LAURITA” ou “CASCABUIA”, como os guris cuiabanos distinguiam as bolitas lisas e reluzentes das bolitas cascudas e lascadas.

O caminho para a felicidade poderia ser “LAURITA” OU “CASCABUIA”, segundo os insondáveis desígnios Divinos… Mas, certamente, sempre haveria um caminho. Pairava no ar uma promessa de felicidade… que fatalmente seria cumprida.

Infelizmente, o tempo passou e as coisas mudaram! Hoje, vivemos um tempo de permanente aflição e de angustiante incerteza… E a vida se revela “cascabuia” para todos.

A felicidade já não acena para nós logo adiante… Já não mais parece tão palpável, tão ao alcance das nossas mãos… Por que será que as pessoas crescem? Por que será que deixamos de ser crianças, de acreditar nos sonhos, de confiar no próximo?

Lendo um livro recentemente encontrei um princípio de explicação: o homem deixou de ser simples e desambicioso… A felicidade não a encontramos mais em um mero prato de comida que satisfaz a nossa fome e necessidade de comer.

Queremos uma felicidade sofisticada, de roupas de grife, de casas bonitas, de carros do ano, que coma em restaurantes, que fale idiomas, que viaje pro exterior, que use iphones, smartphones, ipads e ipods.

Perdemos a referência de nós mesmos e de nossas origens porque o TER transcendeu o SER. Fomos vencidos pela Sociedade de Consumo… Hoje vivemos a volúpia da Sociedade de Posses… Só é feliz quem tem!  Por consequência, na modernidade de nossos dias, somos insaciáveis, insatisfeitos e infelizes!

Para mudar esse quadro e retomar o caminho da felicidade será preciso que voltemos à infância, em busca da criança inocente que acreditava na vida e nos homens…

Será preciso volver à simplicidade do jogo de bolita: Não importa se a vida é ‘cascabuia” ou “laurita”, se posso brincar, sou feliz!

 

Maurides Celso Leite (um guri cuiabano saudoso dos tempos em que a felicidade andava de pés no chão, tomava banho nas águas límpidas do córgo da Prainha e trepava nas mangueiras dos quintais em busca de uma manga perpitola).

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A BAGAGEM DO HOMEM DE BEM

Cada pessoa, ao nascer, recebe das mãos de Deus uma bagagem vazia para ir armazenando, vida afora, os frutos que seus talentos permitirem conquistar.

A vida é um processo sucessivo e contínuo de acumulação de valores, bens, sentimentos e sensações. De ganhos e perdas também… Parodiando o cientista francês, Lavoisier, pode-se dizer que, na vida, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

Ao longo de sua caminhada no mundo, o homem vai amealhando conhecimentos e experiências, que pode ou não transformar em sabedoria, em força motriz de crescimento e de desenvolvimento humano.

Em que pese, no curso da vida, tenhamos que enfrentar forças contrárias e hostis, ainda assim depende de cada um de nós armazenar ou não esses elementos em nossas almas, corações e mentes, e convertê-los em instrumentos das nossas vitórias ou derrotas.

O homem não é bom ou mau por uma determinação biológica, histórica ou social… Antes o é por uma opção pessoal… Podemos escolher a face iluminada da vida, o lado do bem, para a realização dos nossos sonhos e projetos, ainda que tenhamos que percorrer um caminho mais difícil e trabalhoso para alcançarmos os nossos objetivos…

Ou podemos escolher o lado do mal, sacrificando consciências e valores éticos e deixando-nos seduzir por vantagens e promessas inconfessáveis, movidos apenas pelo desejo de vitória fácil e a qualquer custo.

O certo é que a opção é nossa.  Se escolhermos um ou outro caminho, os louros e as decepções, o sorriso e o pranto serão de nossa responsabilidade. De mais ninguém! Durante a nossa jornada na terra, pouco a pouco vamos enchendo a nossa bagagem. Se a enchermos de joias valiosas ou de cacarecos imprestáveis, a responsabilidade será somente nossa.

Se o homem fizer suas escolhas pelas réguas da ambição, da vaidade, do prazer, no final de sua jornada, ao invés de portar uma bagagem cheia de grandes e perenes valores, estará carregando às costas um saco furado, por onde terá escorrido a ilusão de seus falsos valores.

Um homem de bem fará suas escolhas pelas réguas do amor, da verdade, da consciência, do labor. Nessa empreitada, Deus será seu fiador, seja ele crente ou não. Ao desembarcar na Estação, estará portando uma bagagem repleta de bens valiosos… Sua recompensa será a paz e a felicidade dos justos.

Ainda há tempo para trocar os cacarecos de sua bagagem por joias legítimas, que são tesouros aos olhos de Deus e fonte da verdadeira felicidade. Adote a Bagagem do Homem de Bem, viva em paz com sua consciência, seja feliz e ajude a transformar o Brasil em uma Estação melhor para todos os seus passageiros!

Maurides Celso Leite (um Cuiabano de Tchapa e Cruz, inconformado com a torrente de indignidades que infelicita este país, filosofando sobre a esperança de que os Homens de Bem ainda possam triunfar e redimir a nação brasileira).

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“A VOLTA DO “BRIO NA CARA”

APÓS LONGA AUSÊNCIA, TORNA À ATIVA O BLOG SOUL CUIABANO.

E VOLTA EM UM MOMENTO EM QUE O POVO PERPLEXO EXCLAMA,

PELA  VOZ  TCHAPA E CRUZ DO CUIABANO: AGORA QUEQUEESSE!

CHAMEMOS DE PAUSA PARA MATUTAÇÃO ESSE TEMPO DE AUSÊNCIA.

ISTE COISAS ACONTECERAM NESSE ENTREMEIO. OU MELHOR, DESACONTECERAM.

O POVO SAIU ÀS RUAS PRA MANIFESTAR SUA INDIGNAÇÃO,

MAS SE DEPAROU COM OS BADERNEIROS BLACK BLOCS (BLOCOS NEGROS),

PLANTADOS PELO SISTEMA PARA DESMORALIZAR O MOVIMENTO.

O BRASIL ORGANIZOU E PERDEU A COPA DO MUNDO, EM CASA, DE 7 A 1, PRA ALEMANHA.

AS OBRAS DA COPA QUE IRIAM DEIXAR CUIABÁ PODRE DE CHIQUE, OU NÃO FICARAM PRONTAS ATÉ HOJE, OU FORAM TÃO MAL FEITAS, QUE, OITO MESES DEPOIS, JÁ CARECEM SER REFEITAS.

O POVO APRENDEU QUE ADITIVO É SINÔNIMO DE ROUBALHEIRA. QUE A PETROBRÁS É DAS EMPREITEIRAS E QUE DO POÇO DO PETROLÃO BROTA ROUBO DE BILHÃO.

ENQUANTO ISSO A POLÍTICA LOCAL TÁ ATÉ NA ORÊIA DE ESCÂNDALOS ADMINISTRATIVOS E FINANCEIROS.

OS POLÍTICOS NÃO QUEREM ATCHAR A VERGONHA PERDIDA… NUM TÃO NEM AI PRÁ PAÇOCA

E O DINHEIRO PÚBLICO SOME PELOS RALOS DA CORRUPÇÃO.

FIEL À ALMA GENTIL DE NOSSA GENTE, ESTE BLOG CLAMA PELA VOLTA DO BRIO NA CARA…                     QUALIDADE CARA À VELHA CUIABANIA…

FULANO TEM BRIO NA CARA: TEM CARÁTER. HONRADEZ. DIGNIDADE. VALOR.

QUEM TEM BRIO, TEM VERGONHA NA CARA. VIRTUDES HOMÔNIMAS, QUE SE COMPLETAM.

JÁ PASSA DA HORA DE SE EXIGIR DOS HOMENS PÚBLICOS O BRIO E A VERGONHA NA CARA

COMO PRÉ-REQUISITOS PARA ATUAR NA VIDA PÚBLICA E PRESTAR SERVIÇOS À COMUNIDADE.

SE NÃO TEM BRIO NA CARA, NÃO MERECE CONFIANÇA, MENOS AINDA O VOTO.

SÓ UM POVO BRIOSO SERÁ CAPAZ DE DESAPEAR DO PODER OS CHOPINS DO DINHEIRO PÚBLICO…

E O BRADO RETUMBANTE DESSA VOZ QUE VEM DAS RUAS SINALIZA NESSE RUMO…

AS MANIFESTAÇÕES DO DIA 15 DE MARÇO QUE O DIGAM!

QUEM TEM OLHOS QUE VEJA! QUEM TEM OUVIDOS QUE OUÇA!

ABAIXO A FALTA DE VERGONHA NA CARA!

ARRIBA O BRIO NA CARA!

VAMOS RUFAR O PAU NA SEMVERGONHICE, XOMANO!

(Maurides Leite, um cuiabano da beira do Rio Cuiabá… transitando na saudade – de Jardineira – entre a Ponte do Mandrulho, no Terceiro de Fora, e a Ponte da Confusão, no Baú sereno).

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